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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Com crescimento da tecnologia telefones públicos perdem utilidade

Na era da tecnologia, celulares estão cada vez mais facilitando a vida das pessoas.
                                

Lívia Kriukas/Correio do Dia


Sr. Watson, venha cá. Quero ver o senhor.” Muitos não sabem, mas essa foi à primeira frase dita através de um telefone público, conhecido popularmente, como “orelhão”, em 1876. A frase foi dita por Alexander Graham Bell, o idealizador desse meio de comunicação tão usado. Principalmente nos dias de hoje, onde a tecnologia consegue aperfeiçoar tudo. A princípio uma ferramenta nova, motivo de filas e mais filas na frente dos bares, restaurantes, postos e mercados. No intuito de conseguir falar com aquela pessoa querida que por causa da distância dificultava o contato. 

No meu tempo, o orelhão facilitava um pouco, você procurava o mais perto que às vezes era a uns três quilômetros de distância para avisar a família o horário que iria chegar”, relembrou o antigo morador de Sinop, João Francisco Santana, de 69 anos.

Mas em meados de 1998, surgiam os primeiros telefones móveis no Brasil, mais conhecidos como celulares, fazendo com que os orelhões perdessem seu devido espaço. Mesmo com o pouco uso, os orelhões continuam espalhados pela cidade à disposição da sociedade. Atualmente o orelhão nem é lembrado e muito menos necessário diante de tantos aparelhos com designers inovadores e cada vez com mais opções diferenciadas. As opções são de acordo com o bolso do consumidor, tem para todos os estilos, com uma infinita variedade de cores, necessidades e vontade. Porém, diante de tantas opções, o principal objetivo do celular esta ficando em segundo plano, que seria a facilidade de se comunicar com outra pessoa para informar algo. 

O problema é a forma como lidamos com o objeto, a importância muita das vezes desnecessária que damos a ele. Observo que essa relação entre a pessoa e o aparelho torna-se exagerada, e acaba perdendo o verdadeiro objetivo que seria a comunicação para algo necessário”, explicou o psicólogo, Leandro Denardi.

Mp10, Mp12, Mptudo e Android, esses são alguns dos tipos de celulares com inúmeros aplicativos e funções. Que tanto podem trazer benefícios, como podem atrapalhar, justificou. “Muitas pessoas adquirem o celular muitas das vezes pelo status, posição social ou por ser o modelo da moda, mudando sempre de modelo. A sociedade vê mais interesses nessa ferramenta além da comunicação, simbolizando outros aspectos. As pessoas querem os mais modernos mesmo que não utilizem todas as funções”.

Não só um, mas muitos utilizam dois celulares, e para quem prefere existem os modelos com capacidade de até quatro chips. O técnico em reparação eletrônica, Leandro Militão, usa dois aparelhos celulares, cada um com uma operadora de telefone diferente, e garante que os aparelhos são essenciais no seu dia-a-dia profissional e pessoal. “É difícil você encontrar um cliente com uma única operadora. Além do mais o custo fica menor devido às promoções para a mesma operadora. Dificultaria meu serviço sem ele, algumas coisas torna-se mais fáceis”, argumentou.

Já o senhor João Francisco, faz parte das poucas pessoas que não gostam ou não querem ter o aparelho. Ele afirma que não precisa do aparelho. “Estou velho, não tenho a necessidade de manter contato toda hora com alguém, o telefone fixo da minha casa já basta para falar com os filhos e netos que estão longe”.

Segundo o psicólogo, as pessoas devem saber se controlar para não usar de forma exagerada uma ferramenta que serve para a comunicação rápida. “Acredito ser um desvio de conduta, porque muitas pessoas acham que tem que ficar o tempo todo disponíveis, não podendo deixar de atender o telefone. Deve haver um bom senso no uso”.


O OUTRO LADO

Por serem pequenos, acessíveis e úteis para a comunicação entre duas pessoas, o celular vem sendo uma grande dor de cabeça nas delegacias de todo o país. Durante as revistas, já se tornou comum para os agentes prisionais encontrarem celulares, carregadores e baterias escondidos nos lugares mais inusitados o possível. Sempre no intuito de serem repassados aos detentos. 

Com as mudanças tecnológicas, os celulares passaram da tecnologia de Acesso Múltiplo por Divisão de Código (CDMA), para os famosos chips. Com essa troca ficou mais fácil de perder um celular, seja por furto ou esquecimento, é o que explica o técnico de eletrônicos, Sandro de Andrade. “Realmente com a vinda do chip para o celular melhorou, mas também trouxe prejuízos. As pessoas podem armazenar na memória do chip, os documentos, contato, imagens e só trocar de aparelho. Mas quem perde ou é roubado, tem que contar com a sorte, pois o ladrão só joga fora o chip e tem um aparelho pronto para vender ou usar”.

CRIANÇAS

Na era digital, as crianças não querem mais saber de pular corda, pique esconde, ou brincar na rua. Elas querem todos os eletroeletrônicos que veem na mídia televisiva, tais como, vídeo game, notbook e tablet. Com os celulares a reação não é diferente. A cada modelo lançado eles querem ganhar no aniversário, Natal, ou no dia das crianças. E cabe aos pais não só a responsabilidade financeira, como educacional, sem bani-los de uma ferramenta moderna, é o que explica o psicólogo, Denardi. “As crianças como um todo necessitam de limites. Assim como tudo, esses aparelhos tem seus benefícios e seus prejuízos. Os pais devem criar e educar mostrando que há momentos e lugares que o uso não é correto, assim como nas escolas, teatros e palestras, limitando eles. Já em caso de desobediência uma forma de educar seria tirar o aparelho por um determinado período”.

Denardi ainda ressalta que o uso correto trás benefícios tanto para os pais como para os filhos. “Se os pais souberem orientar corretamente seus filhos em relação ao uso do telefone, com certeza pode ser benéfico, pois é uma maneira dos pais manterem contato com eles para saberem se esta tudo bem e onde estão”, argumentou.

AVANÇO NA ECONOMIA

Hoje em dia o dinheiro de papel, plástico e metal, também aos poucos estão perdendo espaço. O mercado financeiro vem apostando agora nas compras via celular pelo sistema “Oi Paggo” e em suas mais variadas possibilidades. O objetivo é facilitar para o cliente, principalmente para aqueles que não se interessam por contas em bancos. Mas esse projeto não é tão novo assim. Em 2000, nos estabelecimentos credenciados, os lojistas já podiam selecionar em um celular “Oi” a opção “Venda Paggo”, logo em seguida aparece o número do telefone do cliente e o valor da venda. Já o cliente por sua vez, recebe em seu celular um Serviço de Mensagem (SMS), com os dados da compra, que deve ser aprovado para que a transação seja concluída. O valor da compra? Há esse só é pago na conta telefônica.

Já uma parceria entre a Cielo e Paggo, tem como meta simplificar mais ainda essa operação, prometendo reverter à situação. Os estabelecimentos não precisarão mais ter um celular para efetuar a venda. Os pagamentos serão feitos em qualquer máquina da Cielo, a mesma já utilizada para cartões de crédito e de débito. Um chip será disponibilizado pela operadora Vivo dando aos seus clientes a possibilidade de usá-lo como cartão de crédito. De acordo com a operadora, o processo será da seguinte forma, o cliente abre o aplicativo no celular, digita o código do comerciante, o valor da compra e a opção de débito ou crédito. Já o lojista recebe a confirmação da compra via SMS.

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