Lívia Kriukas/Black & White Comunicação
O engenheiro eletricista, Eduardo Delmondes Góes, membro da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Norte de Mato Grosso (Aenor) representará o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) no Grupo Técnico para Eficientização de Energia nas Edificações do País do Ministério de Minas e Energia em reunião na sede da Eletrobrás no Rio de Janeiro (RJ). O encontro será nos dias 29 e 30 de junho.
O objetivo da reunião é revisar os documentos que tratam do Programa de Avaliação da Conformidade para o Nível de Eficiência Energética de Edifícios Comerciais dos Serviços Públicos e discutir a composição de um novo documento, o RTQ-H, específico para etiquetagem de hotéis. A demanda por este RTQ foi gerada pelo programa Pró-Copa Turismo Hotel Eficiência Energética do BNDES.
O grupo de trabalho criado em 13 de dezembro de 2002 é composto, ainda, por representantes do Ministério de Minas e Energia, Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ministério das Cidades, Ministério da Ciência e Tecnologia, Procel, Conpet, Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e representantes de Universidades.
Góes é titular do Grupo de Trabalho e fica na função por dois anos. Segundo ele, é inédito o fato de ter um representante de Mato Grosso na comissão.
“Este grupo de trabalho assume uma importância fundamental quando pensamos que o Brasil e o Mundo buscam alternativas de crescimento sustentável utilizando fontes renováveis e alternativas de energia, bem como um padrão de consumo energético mais moderado e eficiente" frisou.
Outras áreas de interesse público podem se beneficiar com os resultados da implementação de leis e regulamentos criados a partir deste grupo de trabalho, tais como a diminuição do consumo de água e economia com materiais de construção. Além disso, o desenvolvimento tecnológico dos equipamentos térmicos e eletro-eletrônicos produzidos no Brasil deverão torná-los mais competitivos no mercado externo.
“Também traz benefícios diretos ao meio ambiente, pela adoção de equipamentos eficientes livres de gases que agridem a camada de ozônio, ou com a redução da emissão de gases de efeito estufa. Devemos levar também em consideração que a economia de energia proporcionada pela implementação de ações de eficiência energética evitará significativos investimentos em geração, transmissão e distribuição de energia em longo prazo”, finaliza o engenheiro.





