Lívia Kriukas
A cada dia que passa vemos mais e mais jovens menores de
idade morrendo por entrarem no mundo das drogas e do crime. Bom, isso me
revolta por um lado, mas por outro não. Já virou rotina aparecer nos
noticiários adolescentes morrendo devido a acerto de contas por causa de drogas
ou por ter matado algum conhecido do acusado.
Outro dia tive que noticiar no site onde trabalho uma
matéria sobre um jovem de 18 anos que morreu após tiroteio com a polícia no município
de Claudia (MT), depois de ter assaltado uma lotérica na cidade. Comecei a
escrever o texto e mandei para ser postado, na hora de ver a foto percebi que o
conhecia. O que eu senti? Uma sensação estranha, por mais que não éramos conhecidos
no sentido de conversar e tudo mais, mas só sei que foi estranho ver a maneira
que ele estava jogado em uma cama de hospital todo ensangüentado e já sem vida.
Da uma tristeza por saber que um jovem tão novo, morreu nessas condições, uma
revolta que faz permanecer a interrogação na cabeça de porque persistir nessa
vida pelo caminho errado?! Mas por outro lado me deu um sensação de alívio ao
saber que é menos um que poderia matar um pai de família ou qualquer pessoa de
bem que não tem nada haver com a opção de vida que aquele menor infrator
resolveu tomar.
O fim desse jovem poderia ter chego antes, digamos que ele
ainda teve muita sorte. Se é que podemos definir como sorte, prefiro acreditar
que Deus deu inúmeras chances para ele despertar para a realidade.
Agora espero que a família desse rapaz assim como a família
de muitos outros que neste mundo estavam, apesar da perda, tenha paz e tranqüilidade,
pois quando conhecemos uma pessoa que não desiste desse mundo de crimes, não
sabemos quando, mas sabemos o destino, que é certo, direto e cruel.

