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sexta-feira, 14 de maio de 2010

CUFA visita comunidades populares de Sinop

Lívia Kriukas/Central Única das Favelas de Sinop

Com intuito de otimizar o Projeto eleições 2010 CUFA, a CUFA (Central Única das Favelas) de Sinop estará visitando as principais comunidades populares do município de Sinop, a fim de levantar demandas ouvindo moradores e lideranças comunitárias.

O projeto teve inicio no ultimo dia 10 de maio com a vista do Coordenador da CUFA Anderson Maciel, acompanhado de voluntários da CUFA Sinop no bairro Jardim do Ouro.

Direcionados pela líder da Pastoral da Criança do Jardim do Ouro, Sra. Anja Maria, a equipe da CUFAvisitou todo o bairro, dialogando com dezenas de moradores e conhecendo a creche informal criada pela Pastoral da Criança em parceria com a Igreja Católica da região.

Diante de tudo que foi exposto e visto, resumidamente as principais reinvindicações das comunidades vão à área de asfalto, creche no bairro, atividades de formação e capacitação profissional, investimentos em atividades recreativas e de formações culturais e educacionais.

No próximo dia 23 de maio (domingo) a CUFA Sinop através do Ponto de Cultura Juventude Sinopense Ativa estará em forma de parceria com os organizadores do 4º Arrancadão de Sinop, no objetivo de arrecadar alimentos não perecíveis, das 7:00hrs se estendendo ate as 18:00hrs, na Av. dos Flamboyants no bairro Jd. Botânico em frente ao Viveiro de Mudas Municipal.

Todos os alimentos arrecadados serão distribuídos (com data a ser confirmada) às famílias cadastradas da Pastoral da Criança junto a Igreja Católica do Bairro Jardim do Ouro.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Entrevista Preto Zezé

Por Lívia Kriukas

Fortaleza além de conhecida por suas maravilhosas praias, também é palco de muito rap na voz de Francisco José Pereira, mais conhecido como rapper Preto Zezé.

Um guerreiro que milita nos palcos e principalmente fora deles há nada mais nada menos que 19 anos. Zezé faz parte do grupo Comunidade da Rima no Ceará que é Formado por W-Man, Preto Zeze, Ligado (vocais e compositores) e Dj Doido nos tocas discos e na produção musical.

Pelo seu trabalho empenhado na CUFA ao lado de MV Bill e Celso Athaide

, Zezé já merece um troféu, mas a vida de Preto Zezé vai muito além, nesta terça (11) as 19hrs ele lança o documentário “Selva de Pedra, a Fortaleza Noiada”CUFA CE na FIESP, Entrada Franca.

E por isso e muito mais que Zezé é um dos grandes guerreiros do Hip Hop Cearense participando de nossa entrevista da Frente Brasileira de Hip Hop.

FBHH: Há quantos anos você esta no movimento hip hop como rapper?

Preto Zezé: Desde 1991.

FBHH: Durante todos esses anos dentro do movimento, o que mudou sua visão que no começo você tinha e agora vê de outra forma?

Preto Zezé: É que o Hip Hop foi muito importante no primeiro momento, para dar identidade, referência, conhecimento, mas ficou ai. As coisas mudaram, o mundo mudou e o Hip Hop não conseguiu acompanhar essas mudanças, sendo assim na CUFA, tivemos que ressignificar o Hip Hop, para não cairmos no Hip Hopismo e padecer do mesmo mal. Assim entendemos a importância do Hip Hop em quanto a linguagem é fio condutor para outras janelas e não um fim em si próprio!

FBHH: O movimento hip hop esta bom do jeito que esta ou precisa melhorar?

Preto Zezé: Não vejo movimento, vejo pessoas se manifestando de forma espontânea, mas ele deixa muito a desejar no sentido de inserir as mulheres, de poder ser uma referencia para uma geração que chega agora e não tem mais acesso àqueles discursos e conteúdo que o Hip Hop da primeira geração tinha que originou os Zezé, os MV Bill e tantos outros. Ou refazemos esse conceito ou estaremos fadados ao fracasso!

FBHH: Como conheceu a Cufa e acabou fazendo parte dessa grande rede?

Preto Zezé: O Celso me encontro lavando carros, achou que eu tinha um potencial camuflado atrás da revolta contra o sistema, fruto de uma formação que já tinha antes da CUFA, uma militância social, daí percebendo isso ele me convidou, temos sete anos de CUFA, um de nome seis na legalidade juridicamente constituída.

FBHH: Além de rapper, compositor, autor e coordenador da Cufa-CE no que mais atua?

Preto Zezé: Eita! Já é coisa o bastante, mas hoje sou consultor nas área da juventude cultural e segurança pública, faço parte do conselho social do MERCOSUL e ainda quando da tempo sou locutor de radio! Sem fala que agora estou me aventurando na produção musical, preparando para produzir alguns instrumentais para o grupo Gangsta G.

FBHH: Sabemos que o crack é um problema nacional, na capa do livro esta escrito “A epidemia do crack em Fortaleza” o fator do crack em Fortaleza esta muito agravante?

Preto Zezé: Sim, porque avisamos desde 2002, ninguém deu ouvido, agora o crack chegou ao asfalto, então vai ter uma repercussão, o que me preocupa e que quando isso ocorre do lado do asfalto é tragédia, na favela é apenas uma estatística. Mas os danos sociais do crack estão espalhados por toda a cidade!

FBHH: Já foi tomada alguma providencia no estado para que diminua esse sério vicio?

Preto Zezé: Ainda não, o poder público local não tem conhecimento, o que se tem e o básico para todas as outras drogas, capaz algumas vagas em hospitais, mas o crack carece de uma rede social onde estado, sociedade e empresários se envolvam, do contrario a selva de pedra vai crescer mais e mais!

FBHH: Como surgiu a idéia tanto de fazer o filme quanto o livro?

Preto Zezé: A idéia inicial era fazer um clipe de rap,quando vi as cenas vi que tínhamos por obrigação levar a fala dos usuários para a sociedade, para que eles também fossem ouvidos. O livro vem para trazer os bastidores que eu não pude colocar no filme, ainda tem um CD de rap coletânea que foi lançado primeiro.

FBHH: Depois de quanto tempo sem usar o crack ele ainda é detectado no organismo?

Preto Zezé: A desintoxicação física é rápida, no entanto a dependência psicológica é algo que temos que cuidar com mais cuidado e com um pouco mais de tempo. Aos indicadores de recuperação são de apenas 30%, falando de álcool, quando se refere ao crack não se tem dados, logo penso que esse percentual deve ser bem menor.

FBHH: Quais são os procedimentos que devemos ter se tivermos um dependente do crack na família?

Preto Zezé: Tentar o máximo resistir a tentação ou ao desespero de querer se livrar do nóia a força, ele só vai se internar se for convencido, e o acompanhar dia a dia para ele não se envolver com o trafico, pois pode ser fatal, pois ele vai se endividar e não vai poder pagar. E fazer o máximo para socialmente desenvolver outras formas de viagens.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

CUFA abre Inscrições para oficinas em Sinop


Por Lívia Kriukas


A CUFA (Central Única das Favelas) de Sinop juntamente com a AEIOU (Associação Esportiva de Inclusão e Organização Unificada) através do Ponto de Cultura Juventude Sinopense Ativa deu inicio a oficina de break (dança de rua) sábado (1), mais ainda continuamos com as inscrições abertas ate o fim do mês de maio, para jovens de 6 a 17 anos de idade, vagas limitadas.

A oficina de break acontecerá todos os sábados das 14:30 as 16:00hrs com o B.boy Lagartixa.

A CUFA a partir de amanhã (5) estará disponibilizando novas inscrições para as oficinas de Teatro de Rua, Áudio e Vídeo e também de Capoeira.

As inscrições estarão sendo feitas na sede da CUFA nas dependências da Coordenadoria de Esportes do Ginásio São Cristóvão no bairro São Cristóvão.

Mais informações:

Lívia Kriukas (66) 9956-1066