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terça-feira, 27 de março de 2012

Resenha crítica do filme Uma onda no ar


Lívia Kriukas

O filme é baseado em fatos reais da história da Rádio Favela de Belo Horizonte (BH), onde conta a história de quatro jovens da periferia. Jorge, Ezequiel, Brau e Roque, desempenharam um papel importante tanto fora quanto dentro da favela, através do programa de rádio que ao no ar, todos os dias às 19 horas, horário que começava a conhecida “Voz do Brasil”. O sonho dos jovens idealizadores da rádio era lutar contra o racismo e a exclusão social e encontraram na “rádio pirata” o jeito mais fácil de falar o que pensavam e queriram melhorar na sociedade. Diante disso, os quatro começaram a incomodar indiretamente as autoridades que queriam censurá-los. 

O veículo é meio que um porta-voz da favela, onde eram divulgados propagandas da comunidade, recados, eventos, dentre outras coisas que interessassem os moradores. Ganhando visibilidade à rádio foi descoberta, e com isso, os agentes da Polícia Federal destruíram todos os equipamentos de áudio e levaram Jorge preso por duas vezes, tudo para impedir que a rádio fosse ao ar. Porém, os jovens não desistiam e prosseguiam na luta pela emissora comunitária. No decorrer da história eles começaram a contar com a ajuda de uma jornalista que divulgava o trabalho da rádio no jornal em que trabalhava. 

A jornalista também apresenta um advogado amigo dela para que ele conheça o pessoal da rádio. Ambos acabam ajudando a tirar Jorge da prisão. O filme bate bastante na questão do racismo, a história de Jorge não é nada fácil. Mas é a realidade de muitos adolescentes das favelas de todo o Brasil. No final das contas a rádio consegue ganhar reconhecimento em nível internacional pelo seu desempenho social no ano de 1993, passando a se tornar uma rádio comunitária podendo exercer sua função oficialmente dentro da lei. 

O filme em si é muito bom e interessante, mas uma das coisas que não gostei na história foi o fato de um dos jovens (Roque) como acontece diariamente nas periferias do Brasil, ter escolhido o caminho errado, que no caso é o das drogas. E como se não basta-se por causa dele, em uma determinada parte da história Brau acaba morrendo após ser baleado, por um rapaz que tinha intenção de se vingar do Roque.

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