.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Parlamentares farão representação de gastos com mídias publicitárias do Executivo no MP

Lívia Kriukas/Correio do Dia

Tendo em mãos documentos referentes aos valores gastos com publicidade e propaganda no município de Sinop, o vereador Valdir Sartorelo (PSDB), utilizou da tribuna na última sessão da câmara municipal, para questionar o executivo sobre os gastos excessivos, citando alguns veículos de comunicação em especifico. 

De acordo com a relação fornecida pela própria Assessoria de Comunicação (Assecom) da Prefeitura, existem materiais publicitários da prefeitura veiculados não só no município, mas também em uma revista de circulação estadual, um jornal que circula uma vez por mês na cidade de Marcelândia, dentre outras publicações em geral. 

O respeito ao dinheiro público é fundamental, é inadmissível aceitar estes gastos absurdos, enquanto faltam materiais básicos nas unidades de saúde do município para o atendimento dos cidadãos sinopenses”, reivindicou Sartorelo.

Juntamente com Sartorelo, o também parlamentar Fernando Assunção (PSDB), cobrou do Executivo uma justificativa sobre as quantias gastas, e ressaltou seu posicionamento perante a situação. “É uma missão nossa monitorar os gastos de mídias do Poder Executivo, e cobrar para que o dinheiro público seja aplicado com transparência. Pois a mídia tem que ter sim, acho válido, mas não pode faltar médicos, coletores de urina e fezes para exames, medicamentos e demais materiais básicos para a saúde pública”, declarou Assunção.

Ainda consta nos documentos uma propaganda em meia página no jornal impresso, que teria custado R$ 8 mil aos cofres públicos. Já em uma das três edições de uma revista que é produzida por ano na cidade, foram gastos o total de R$ 30 mil. Segundo o supervisor de comunicação social da Assecom, Mauro Gluzezak, os gastos estão de acordo com o orçamento municipal e salienta que o valor da revista é devido a ser uma edição especial, em que tiveram vários gastos com a confecção do meio de comunicação e a busca de diversos dados sobre a cidade. 

Essa edição da revista, teve 12 mil exemplares, sendo que só mil é da prefeitura. São vários dados, estatísticas de estudos específicos sobre o município. Para isso gera-se um alto custo para quem produz, ainda mais sendo toda sobre Sinop. Além da revista servir como um arquivo para divulgar a cidade. O valor esta dentro do orçamento, não tem o que questionar”, explicou.

Questionado pela questão de prioridades quando o assunto é dinheiro público, Gluzezak, frisa que são coisas distintas. “A possível falta de materiais nos postos de saúde, pode ser até um problema partindo de servidores. Algum servidor que não faz corretamente ou esquece de fazer a licitação dos produtos e objetos necessários, deixando assim faltar o que precisa na saúde da população, e não culpa da prefeitura”, justificou.

Já os peesedebistas, afirmam que agora pretendem fazer uma representação sobre o assunto no Ministério Público, para que seja apurado e investigado os valores que constam na lista de gastos do executivo com meios de publicidade e propaganda. “Isso é um abuso. Eles estão superfaturando em cima da mídia”, finalizou Sartorelo.


Nenhum comentário:

Postar um comentário